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1405- Aos fãs Linha do tempo de Capablanca

José Raúl Capablanca. * 19.11.1888 † 8.3.1942

Capablanca com seu pai em 1892

Foto assinada por Capablanca em sua juventude

Capablanca como membro de uma equipe de beisebol, 1909
Cortesia Arqto. Roberto Pagura, Buenos Aires

Capablanca vs Lasker . Campeonato mundial 1921. La Habana. Cuba

Capablanca com sua segunda esposa Olga Chagodaev

Capablanca em 1936

Túmulo de José Raúl Capablanca

207- Campeões Mundiais: Alexander Alekhine

Alexander Alekhine (1892-1946) 

Alekhine foi um dos grandes mestres mais originais e taticamente mais brilhantes de todos os tempos e, com a possível exceção de Fischer, o mais dedicado ao xadrez. Tinha a fome de conquista que caracteriza os grandes jogadores. Passou cinco anos preparando-se para sua vitória contra Capablanca.

Na sua fase áurea, em torno de 1930-34, ele dominou seus rivais, e nos torneios de San Remo (1930) e Bled (1931) terminou, respectivamente, com 3,5 e 5,5 pontos à frente dos participantes de fama mundial. A última fase de sua vida foi marcada pelo consumo excessivo de bebidas e pela sua colaboração com os nazistas durante a guerra.

Alekhine nasceu em Moscou, de uma família rica e aristocrata. Seu irmão mais velho, Aleksei, também era enxadrista e, como não era permitido a garotos freqüentar os clubes de xadrez da época, ambos desenvolveram seu talento com o xadrez postal. Alekhine não era um prodígio como Morphy e Capablanca, mas seu desempenho evoluiu rapidamente durante a adolescência e, aos quinze anos, já derrotava alguns mestres. Em 1914, tornou-se o terceiro, depois de Lasker e Capablanca, no grande torneio de São Petersburgo, mas então vieram a guerra e a revolução. Venceu o Campeonato Soviético em 1920 e depois partiu para o Ocidente, tornando-se cidadão francês.

Dizem que Alekhine esperava jogar com Capablanca desde 1914 e antes mesmo de Capa enfrentar Lasker. O carisma de Alekhine vinha de suas táticas lógicas porém ousadas que se baseavam freqüentemente no desenvolvimento lento do adversário; suas anotações lúcidas e articuladas e sua personalidade impulsiva eram o contraponto perfeito à elegância despreocupada de Capa. Foi particularmente severo com estrategistas convencionais como Rubinstein e Tarrasch.

Após tirar o título mundial de Capablanca, cresceu em Alekhine o desejo de dominar os outros enxadristas. Seu auge foi em San Remo, 1930, onde obteve catorze pontos de quinze. Em Bled, 1931, seu desempenho foi menos convincente, mas triunfou por 5,5 e derrotou Flohr.

0 último grande sucesso de Alekhine em sua melhor fase foi em Zurique, 1934, após o qual seus resultados tornaram-se um tanto apagados. Seu problema de alcoolismo acentuou-se e afetou seu jogo e seu comportamento durante a inesperada perda do título mundial para Euwe, em 1935. Chocado pela derrota, entrou num treinamento rigoroso e abstêmio e recuperou o título dois anos depois.

Alekhine ainda era um adversário difícil para qualquer um. Botvinnik descreveu como, em Nottingham, 1936, quando em posições complexas, ele se levantava - depois de executar seu lance - e começava a rodar em volta da mesa como uma pandorga. Jogando contra Botvinnik, manteve sua "imitação de pandorga" por vinte minutos, enquanto este lutava interiormente para escapar à pressão psicológica. Era uma partida vital para ambos, a primeira entre o então campeão soviético e o russo "branco" que emigrara.

Em seus últimos anos, Alekhine foi um dos principais participantes dos torneios nazistas da guerra e uma série de artigos anti-semitas foi publicada sob seu nome. Seu jogo deteriorou ainda mais depois de 1943. Quando, em 1946, aceitou um desafio pelo título de Botvinnik, poucos achavam que ele tinha alguma chance; mas, enquanto se preparava para a decisão, Alekhine morreu repentinamente em Lisboa.

Jogou em 87 torneios em sua vida, dos quais venceu 62 - um recorde; depois de 1912 ele só ficou uma vez em Nottingham, 1936 - fora dos quatro primeiros lugares. Se você gosta do xadrez tático e também de estratégias e jogos posicionais, Alekhine é um excelente modelo de como jogar xadrez.

Biógrafo: Marcos Koatz

183- Campeões Mundiais: José Raul Capablanca


Juventude

Capablanca é referido por vários historiadores da modalidade como o Mozart do xadrez, uma vez que o seu brilhantismo desde cedo se evidenciou.

Aos quatro anos teria aprendido as regras do xadrez simplesmente observando o seu pai a jogar. Conta-se que Capablanca teria visto o seu pai fazer uma jogada ilegal com o cavalo, acusando-o de fazer batota e seguidamente explicando-lhe o que teria feito.

Com doze anos de idade Capablanca derrotou o campeão de Cuba, Juan Corzo, obtendo o resultado de 4 vitórias, 2 derrotas e 6 empates.

Em 1909, aos vinte anos, Capablanca venceu o campeão dos Estados Unidos, Frank Marshall, uma vitória avassaladora com o resultado de oito vitórias, uma derrota e catorze empates. Note-se que Marshall era um jogador com qualidade suficiente para ter disputado um match pelo título de campeão do mundo apenas dois anos antes.

Campeão do Mundo

Em 1920, Lasker verificou que Capablanca estava demasiado forte para ele, e desistiu do seu título em favor deste dizendo que "Você ganhou este título não através dum desafio formal, mas através das suas brilhantes capacidades." Apesar disso, Capablanca queria vencer num match, mas Lasker insistiu que ele próprio é que era o desafiante, que se disputou em Havana em 1921, o resultado cifrou-se em +4 -0 =10. O feito de ganhar o título de campeão do mundo sem derrotas só tem paralelo na vitória de Vladimir Kramnik sobre Garry Kasparov +2 -0 =14 em 2000.

Já como campeão do mundo, Capablanca dominou absolutamente em 1922 em Londres. Nesta altura apareciam cada vez mais jogadores de qualidade e pensou-se que o campeão do mundo não deveria poder evitar desafios ao seu título, como se verificou até então. Neste torneio os grandes jogadores da época Alekhine, Bogolyubov, Maroczy, Réti, Rubinstein, Tartakower e Vidmar encontraram-se para discutir as regras pelas quais se conduziriam os futuros campeonatos. Entre outras condições, uma imposta por Capablanca foi que o desafiante deveria angariar um mínimo de dez mil dólares para o prize money. Nos anos que se seguiram Rubinstein e Nimzowitsch desafiaram Capablanca mas não conseguiram reunir o dinheiro suficiente. Posteriormente Alekhine desafiou Capablanca, residindo o seu suporte financeiro num grupo de empresários argentinos e no próprio presidente do país.

No período em que foi campeão do mundo, Capablanca teve grandes mudanças na sua vida pessoal, em Dezembro de 1921 casou com Gloria Simoni Beautucourt, deste casamento nasceram José Raul em 1923 e Gloria em 1925, o casal acabou contudo por se divorciar. Neste período os pais de Capablanca faleceram.

Em 1924 Capablanca foi o segundo classificado atrás de Lasker em Nova Iorque, novamente com larga vantagem para o terceiro classificado Alekhine, em Moscovo em 1925 ficou-se somente pelo terceiro lugar atrás de Efim Bogolyubov e Lasker, mas dominou completamente o torneio de seis jogadores disputado em Nova Iorque em 1927, ao não perder qualquer jogo e terminando com 2,5 pontos de vantagem para Alekhine. Nestas condições Capablanca era o claro favorito à vitória no match contra Alekhine a disputar nesse ano.

Perda do título

Neste match verificou-se a queda de Capablanca. Apesar de ter tentado fazer Alekhine anular o match quando este rotundou numa série de empates, Alekhine recusou-se e acabou por levar o título com +6 -3 =25, contudo, apesar de acordado nas condições impostas para que o match decorresse que haveria direito a desforra, Alekhine recusou-se a jogar a desforra, em vez disso jogou dois matches contra Efim Bogolyubov, que não era da mesma craveira (Capablanca tinha um registo de 5-0 contra ele). Alekhine recusou-se mesmo a jogar os mesmo torneios que o seu rival.
[editar]Após o campeonato

Após ter perdido o título, Capablanca venceu vários torneios fortes, e em 1931 derrotou Max Euwe +2 -0 =8. Em seguida retirou-se do xadrez de alto nível, jogando apenas em jogos de menor responsabilidade no Manhattan Chess Club e simultâneas. Reuben Fine refere que neste período estava a um nível próximo do de Alekhine no blitz, mas Capablanca vencia-o "sem misericórdia" nas poucas vezes que jogaram.

Em 1934, Capablanca voltou a jogar ao mais alto nível. Tinha encontrado uma nova companheira, Olga Chagodayev, com quem casou em 1938, que o levou a jogar novamente. Em 1935, Alekhine perdeu o título para Euwe. Capablanca ficou com esperanças renovadas quanto à possibilidade de recuperar o título, tendo vencido o torneio de Moscovo em 1936, à frente de Botvinnik e Lasker. Venceu empatado com Botvinnik o super-torneio de Nottingham também em 1936, à frente de Euwe, Lasker, Alekhine e os jogadores jovens mais promissores, neste torneio Capablanca e Alekhine defrontaram-se pela primeira vez desde o fatídico match e Capablanca conseguiu vingar-se. A sua "raiva mútua" era ainda forte, por isso nunca eram vistos sentados os dois junto ao tabuleiro por mais de alguns segundos, cada um fazia a sua jogada levantando-se em seguida.

Em 1937, Euwe, ao contrário do que Alekhine fez com Capablanca, correspondeu à obrigação de permitir a Alekhine o match de desforra, que este ganhou sem dificuldade. Depois disto, já não havia esperança para Capablanca recuperar o título, e Alekhine não jogou mais nenhum match pelo campeonato do mundo até à sua morte. O controlo absoluto que o campeão fazia do título fez com que a FIDE adquirisse o controlo da atribuição do título, para garantir que o melhor concorrente tivesse a possibilidade de defrontar o campeão.

Durante o torneio AVRO de 1938 ele sofreu um pequeno ataque cardíaco e também o pior resultado da sua carreira, sétimo de oito. Ainda assim, conseguia obter grandes resultados no tabuleiro, na Olimpíada de xadrez de 1939, em Buenos Aires, conseguiu o melhor resultado para Cuba, vencendo Alekhine e Paul Keres.

Na tarde de 7 de março de 1942, no Clube de Xadrez de Manhattan, Capablanca subitamente sofreu uma severa dor de cabeça e começou a perder a consciência. Foi levado às pressas ao hospital e na manhã seguinte, nos braços de sua mulher Olga, morreu de hemorragia cerebral… Havana enterrou seu herói nacional com honras de Estado.Meus Grandes Predecessores Vol. 1, G. Kasparov.

Foi neste hospital que Emanuel Lasker tinha falecido um ano antes. O seu arqui-rival Alekhine escreveu "Com a sua morte, perdemos um enorme génio no xadrez, como nunca veremos igual".

Fonte: Wikipédia

177- Campeões Mundiais: Emmanuel Lasker

Em 1894, Lasker derrotou Wilhelm Steinitz com um resultado de 10 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, o que lhe permitiu tornar-se o segundo campeão mundial de xadrez, além disso foi o jogador que manteve este título durante mais tempo, 27 anos. O seu registo de vitórias em torneios inclui vitórias em Londres (1899), São Petersburgo (1896 e 1914) e Nova Iorque (1924).


Em 1921, perdeu o título para o cubano José Raúl Capablanca. Apesar de, um ano antes, Lasker se ter proposto a desistir do título em favor de Capablanca, este quis conquistar o título no tabuleiro.

Em 1933, Emanuel Lasker e a esposa, Martha Kohn, abandonaram a Alemanha (Lasker era judeu e temiam os nazistas) rumo à Inglaterra, e após uma curta estadia na União Soviética acabaram por ir viver para Nova Iorque.

Lasker era conhecido pela sua abordagem "psicológica" ao jogo, por vezes escolhia uma jogada teoricamente inferior para tentar colocar o adversário "desconfortável". Num jogo famoso contra Capablanca (São Petersburgo em 1914), onde devia ganhar a todo o custo, escolheu uma abertura com propensão para empatar o jogo, o que fez o adversário baixar a guarda e permitiu a Lasker triunfar.

Um dos jogos mais famosos de Lasker é o seu confronto com Bauer (Amesterdã 1889), onde sacrificou ambos os bispos, uma manobra que veio a repetir em vários jogos. O seu nome está associado a algumas aberturas, por exemplo a variação de Lasker do Gâmbito da Dama (1.d4 d5 2.c4 e6 3.Cc3 Cf6 4.Bg5 Be7 5.e3 O-O 6.Cf3 h6 7.Bh4 Ce4).

Lasker foi um distinto matemático, obtendo seu doutorado em Erlangen sob a orientação de David Hilbert. A sua tese de doutoramento Über Reihen auf der Convergenzgrenze foi publicada na revista Philosophical Transactions em 1901.

Foi ainda filósofo e amigo de Albert Einstein. Também se dedicou ao bridge, jogo em que, à semelhança do xadrez, se tornou um mestre.

Fonte: Wikipédia

155- Campeões Mundiais: Wilhemhelm Steinitz


Wilhemhelm Steinitz

(judeu austro-tcheco, naturalizado norte-americano)
Nasceu em 1836, em Praga
Faleceu em 1900, em Nova Iorque
Campeão mundial de 1866 a 1894

Primeiro campeão oficial do mundo, Steinitz era um estrategista e inovador cuja profunda visão tática e defensiva e habilidade em acumular pequenas vantagens posicionais têm o mesmo valor das contribuições de Morphy ao jogo aberto. Morphy era um jogador instintivo que ensinava por exemplos e não por escritos, ao passo que Steinitz desenvolveu suas idéias gradativamente ao longo dos anos, após um falso começo onde tentou fazer nome com gambitos tradicionais. Para os padrões de um campeonato mundial, seu jogo não estava livre de fraquezas e ele perdeu muitas partidas devido à sua teimosa lealdade a linhas inferiores, apesar das derrotas anteriores.

Steinitz expôs suas teorias em sua coluna sobre xadrez no periódico The Field e em seu livro Modern Chess Instructor. Seu enfoque básico era de que as vitórias rápidas contra defesas fracas, como as ocorridas em muitas das partidas de Morphy e Anderssen, não seriam possíveis se o adversário resistisse com lances simples, colocando rapidamente suas peças em ação e recusando os sacrifícios de peões irrelevantes. Steinitz demonstrou que contra um jogo sólido seria incorreto buscar ataques rápidos; ao invés disso, é melhor armar o jogo calmamente, procurando pequenas vantagens, como a de um bispo contra um cavalo, combater peões dobrados ou isolados, casas avançadas, colunas abertas, uma maioria de peões no flanco da dama, e procurar um maior controle do espaço.

Sua teoria defensiva era obstinada: ele achava que, se o defensor evitasse fraquezas estruturais, seu jogo permaneceria sólido. Assim, em várias de suas partidas conhecidas, Steinitz recuou suas forças para as filas traseiras somente com o objetivo de evitar o enfraquecimento dos peões.

Outra de suas idéias polêmicas era a de que "o rei é uma peça de combate", mesmo no meio-jogo. A partir disso, desenvolveu o gambito de Steinitz 1. e4 e5 2. Cc3 Cc6 3. f4 exf4 4. d4?! Dh4+ 5. Re2, que parte da premissa de que, tentando dar o mate ao centralizado rei branco, as pretas sobrecarregariam suas próprias forças, que só poderiam, então, ser recuadas com perda de tempo; por exemplo, o cavalo branco de g1 salta para f3, ganhando tempo com o ataque à dama preta.

As gerações posteriores receberam essas idéias mais polêmicas de Steinitz com reações variadas. Sua defesa favorita contra o gambito de Evans trouxe-lhe grandes derrotas contra Tchigorin, um de seus rivais; mas sua linha de jogo para as brancas contra a defesa dos Dois Cavalos 1. e4 e5 2. Cf3 Cc6 3. Bc4 Cf6 4. Cg5 d5 5. exd5 Ca5 6. Bb5+ c6 7. dxc6 bxc6 8. Be2 h6 9. Ch3 (ao invés de 9. Cf3, que permite ganhar tempo com 9. ... e4) foi adotada, com sucesso, por Bobby Fischer e é hoje preferida a 9. Cf3 por vários grandes mestres.

Steinitz percebeu a importância dos cavalos avançados: escreveu que, se conseguisse colocar um cavalo em d6 ou e6, poderia ir dormir e deixar as peças ganharem o jogo por conta própria. Ensinou também como tirar partido de uma posição onde o adversário se encontra prejudicado por um bispo mau, imobilizado pelos próprios peões.
Lasker, o sucessor de Steinitz no título mundial, disse depois de derrotá-lo que "o pensador tinha sido vencido pelo jogador" e isso levou à crença de que Steinitz só se projetou por causa de suas teorias avançadas e tinha pouco conhecimento do xadrez psicológico. Os resultados, porém, não sustentam tal hipótese. Exceto quando Steinitz estava preocupado em defender suas variantes favoritas, conseguia ser um observador agudo do estado mental de seu adversário e acomodava seu jogo conforme a situação. Assim, antes de começar sua decisão contra Blackburne, em Viena, 1873, ele percebeu que o grande mestre inglês, que adotara um estilo selvagem e extravagante na derrota decisiva que infligira a Rosenthal, estava com o moral baixo para o confronto. Steinitz, portanto, seguiu uma estratégia ardilosa em ziguezague e foi recompensado com as respostas pobres de Blackburne nas duas partidas.

Em seu primeiro match oficial pelo campeonato mundial, Steinitz-Zukertort, 1886, Steinitz começou mal e logo perdia de 4 a 1. Mas conservou a calma e as chances de conquistar o título com uma mistura de xadrez defensivo e estratégico que provocou Zukertort, com seu temperamento instável, a uma sucessão de ataques insensatos e debilitadores. Steinitz, no fim, venceu pela contagem de 12,5 a 7,5. A partida psicologicamente decisiva foi a sétima, em que Zukertort sucumbiu a uma sutil luta posicional.

97- Campeões Mundiais: Philidor

Philidor, na verdade François-André Danican (Dreux, França, 7 de setembro de 1726 - Londres, Inglaterra, 31 de agosto de1795), foi o melhor jogador de xadrez da sua época, e também músico. Criou a ópera-cômica na França e compôs diversas outras óperas(entre as quais Tom Jones, Le Maréchal-Ferrant, Themistocle, etc.).

Escreveu em 1749 Analyse des échecs, um dos primeiros tratados sobre o xadrez. É dele a famosa frase «Les pions sont l'âme des échecs» (Os peões são a alma do xadrez).

Vivendo às custas do Rei, ele se exilou em Londres quando eclodiu a Revolução Francesa. Nunca retornou a França.

É um dos "Campeões Mundiais não-oficiais" mais famoso do mundo.

84- Campeões Mundiais


O título de campeão mundial de xadrez surgiu somente em 1866, mas antes disso, grandes jogadores foram considerados os melhores de seu tempo:

1570-1575 Ruy López de Segura (espanhol)
1575-1587 Leonardo da Cutri (italiano)
1622-1634 Gioachino Greco (italiano)
1745-1795 Framçois-André Danican Philidor (francês)
1815-1820 Alexandre-Louise-Honoré Deachapelles (francês)
1843-1851 Howard Staunton (inglês)
1851-1858 Adolf Andersson (alemão)
1858-1862 Paul Morphy (norte-americano)
1862-1866 Adolf Andersson (alemão)

Vamos falar de cada um desses campeões não oficiais começando por:

Ruy López de Segura (1530, Zafra, perto de Badajoz — 1580) foi um padre e enxadrista espanhol cujo livroLibro de la invención liberal y arte del juego del Axedrez foi um dos primeiros livros de fundamentos do Xadrez naEuropa. Ele estudou e viveu em Salamanca, sendo considerado por muitos o primeiro campeão mundial de xadrez não-oficial.

A Abertura Ruy López é assim denominada em sua homenagem.