Papo de Enxadristas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

131- Afogadense Fake eles dizem NÃO!!!

Fotos Xadrez Afogados

Obrigado a todos pelos emails, mensagens no orkut e ligações. Sabia que podia contar com cada um de vocês já que conheço o caráter de cada um e tinha certeza que estariam do lado correto. O Afogadense absoluto já ouve e cada um de vocês que se manifestou sabe disso, diante disso e com grande gratidão eu só posso dizer a todos vocês MUITO OBRIGADO.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

130- Romero Moraes Campeão Afogadense ABSOLUTO


Romero Moraes ganhou o ABSOLUTO 2009, mas não teve direito ao pódio já que alguns jogadores de xadrez não sabem perder. Quantas vezes aplaudi a vitória de enxadristas afogadenses! Mas o pior estava por vir, de repente rebaixaram o ABSOLUTO para ativo, desvalorizando, encurtando-o. E isto para mim "Romero" foi a pior coisa que já me aconteceu no xadrez. Peço a todos meus amigos, alunos e pessoas que gostam de ser honestos que não participem do "Afogadense Fake". Desde já comunico a todos que me sinto humilhado, desvalorizado, feito de palhaço.

Foto retirado do blog de Kalloka


Resultado do TAX 2009 ABSOLUTO realizado em 30/01/2010:


1º Romero Moraes

2º Felipe Arruda

3º Carlos Lima (Kalloka)

Revelação Sub15: Anderson Patriota

Revelação Sub10: Pedro Guilherme

Campeã Feminina :
Maria Isabel (Bel)

Fotos: Xadrez Afogados (Kalloka)

domingo, 31 de janeiro de 2010

129- Surge o Campeão Afogadense - TAX 2009 (30/01/2010)

Na foto Romero e seus púpilos 

Depois de 3 classificatórias conhecemos o campeão afogadense em torneio realizado ontem (30/01) no CNE. Confira abaixo a lista dos campeões:

Campeão: Romero Moraes: 4,5 pontos
Vice-campeão: Felipe Arruda: 4 pontos
3º Lugar: Carlos Lima (Kalloka): 3 pontos

Veja abaixo o resultado rodada a rodada:

1ª Rodada

Felipe Arruda 1 x 0 Remir (Mack)
Carlos Lima W x 0 Claudio Cesar
Romero Moraes W x 0 Alexandro (Xadrez)

2ª Rodada

Remir (Mack) W x 0 Alexandro (Xadrez)
Claudio Cesar 0 x W Romero Moraes
Felipe Arruda 1 x 0 Carlos Lima (Kalloka)

3ª Rodada

Carlos Lima (Kalloka) 1 x 0 Remir (Mack)
Romero Moraes 1 x 0 Felipe Arruda
Alexandro (Xadrez) 0 x 0 Claudio Cesar

4ª Rodada

Remir (Mack) W x 0 Claudio Cesar
Felipe Arruda W x 0 Alexandro (Xadrez)
Carlos Lima (Kalloka) 0 x 1 Romero Moraes

5ª Rodada

Romero Moraes 1/2 x 1/2 Remir (Mack)
Alexandro (Xadrez) 0 x W Carlos Lima (Kalloka)
Claudio Cesar 0 x W Felipe Arruda

Paralelamente ao evento principal aconteceu o TAX para jovens talentos tendo Anderson Patriota como campeão e Pedro Guilherme vice ambos do CNE.

Atenção: Em breve fotos e partidas do torneio e amanhã 18:30h mais um marco do "AXC" entra no ar a Rádio Xadrez Sat a sua rádio campeã.

128- Fotos da III Classificatória TAX 2009 (29/01/2010)

A 3ª Classificatória TAX ficou assim:

1º Felipe Arruda
2° Claudio Cesar
3° Remir (Mack)
4° Anderson Patriota
5º Thiago Ferreira (Abandonou)
































Fotos: Kalloka e Romero Moraes

sábado, 30 de janeiro de 2010

127- TAX 2009 Final (30/01/2010)

Confira abaixo a tabela do TAX 2009 Final:


1ª Rodada

Felipe Arruda ___X___Remir (Mack)
Carlos Lima (Kalloka) ___X___Claudio Cesar
Romero Moraes ___X___Alexandro (Xadrez)

2ª Rodada

Remir (Mack) ___X___ Alexandro (Xadrez)
Claudio Cesar ___X___Romero Moraes
Felipe Arruda ___X___ Carlos Lima (Kalloka)

3ª Rodada

Carlos Lima (Kalloka) ___X___ Remir (Mack)
Romero Moraes ___X___ Felipe Arruda
Alexandro (Xadrez) ___X___ Claudio Cesar

4ª Rodada

Remir (Mack) ___X___ Claudio Cesar
Felipe Arruda ___X___ Alexandro (Xadrez)
Carlos Lima (Kalloka) ___X___ Romero Moraes

5ª Rodada

Romero Moraes ___X___ Remir (Mack)
Alexandro (Xadrez) ___X___ Carlos Lima (Kalloka)
Claudio Cesar ___X___ Felipe Arruda

126- III Classificatória TAX 2009

1ª Rodada

Remir (Mack) 1 X 0 Anderson Patriota
Claudio Cesar 0 X 1 Felipe Arruda
Thiago Ferreira (BYE)

2ª Rodada

Felipe Arruda 1 X 0 Thiago Ferreira
Claudio Cesar 1 X 0 Remir (Mack)
Anderson Patriota (BYE)

3ª Rodada

Anderson Patriota 0 X 1 Felipe Arruda
Remir Mack W X 0 Thiago Ferreira
Claudio Cesar (BYE)

Classificação Final:

1- Felipe Arruda: 3 pontos
2- Claudio Cesar: 2 pontos
3- Remir Mack: 2 pontos
4- Anderson Patriota: 1 ponto
5- Thiago Ferreira: 1 ponto (Abandonou o torneio)

Obs.: Em breve fotos do torneio

domingo, 24 de janeiro de 2010

125- II Etapa do classificatório TAX 2009 - Claudio Dourado Campeão


Foi realizado hoje (24/01/2010) no CNE a II Etapa do classificatório TAX 2009 que classificou 3 atletas para fase final. Sexta às 18h no CNE será realizada a terceira e última etapa classificatória, as finais serão sábado e domingo no CNE sempre às 8h e 14h. O torneio teve a arbitragem de Carlos Lima (Kalloka) e auxiliado por Romero Moraes com fotos de Odair Almeida. O torneio também contou com a volta de grandes enxadristas e novas promessas do xadrez afogadense e a presença ilustra de Patriota. Confira resultado e fotos abaixo:


1- Claudio Dourado: 3,5 pontos
2- Alexandro (Xadrez): 3,5 pontos
3- Pedro Guilherme: 2 pontos
4- Patriota Neto: 2 pontos
5- Daniel Pacifico: 2 pontos
6- Caio Cezar: 1,5 ponto
7- Emerson Washington: 1,5 ponto



Resultado Oficial do Torneio



Esperando o discurso de Kalloka...


... ainda esperando....


... só mais um pouquinho...


... enfim apertam as mãos, começa o TAX


1ª Rodada (experiência X  futuro)


Caio Cezar X Emersom Washington


Patriota Neto X Claudio Dourado


Salão de Jogos


Visão ampla


2ª Rodada


Caio Cezar X Claudio Dourado


3ª Rodada


Claudio Dourado X Alexandro (Xadrez)


Patriota Neto tenso, Alexandro (Xadrez) relaxado


Vai começar a 4ª rodada


4ª Rodada


Tapete vermelho para eles 


Olha Caio e Neto ao fundo lá se definiria o campeonato


Crianças jogando feito adultos


concentração


Eles jogam: ao fundo pais, árbitros e professores


Neto vence e Guilherme se classifica


Aos 5 melhores,  parabéns


Os gigantes de volta e os grandes talentos chegando


A galera reunida ao fim do torneio


Depois da batalha todos amigos novamente


Eita esse pastor disfarçado incrível 


Mais um pastor inacreditável 


Replay pastor em Afogados coisa rara tem que repetir


Mais nesse torneio não foi raro não olha outro ai


Esta partida foi massa parabéns Caio e Neto


E em fevereiro "O Enxadrista" o primeiro reality net do xadrez e a rádio Xadrez Sat (título provisório). 


Informações: roma-conteudos@bol.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2010

124- II Classificatória do TAX



Domingo no CNE será realizado a II classificatória do TAX 2009 às 8h da manhã onde serão classificados 3 enxadristas para fase final que já conta com Carlos Lima (Kalloka), Romero Moraes e Maria Izabel (Bel)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

123- A origem das 32 peças




Até o fim do século 19, acreditava-se que o jogo de xadrez havia surgido na região da antiga Pérsia. Entretanto, no início do século 20, duas publicações contribuíram para mudar esta concepção.
Em 1902, o oficial inglês H. Raverty escreveu um artigo no Jornal da Sociedade Real Asiática de Bengala, intitulado a "História do Xadrez e do Gamão". De acordo com lingüista Sam Sloam (1985) [1], pela primeira vez contou-se a seguinte história: um sábio chamado Sissa, de uma região do noroeste da Índia, inventou um jogo que representava uma guerra e pediu como recompensa ao rei um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, sempre dobrando a quantidade da casa anterior. Essa famosa história foi inúmeras vezes recontada e acabou tornando-se a lenda mais conhecida sobre a origem do xadrez.
Em 1913, Harold James Ruthven Murray publicou o livro “Uma História do Xadrez”. Nesta obra, o autor declara de forma convincente em mais de 900 páginas que o xadrez foi inventado na Índia, em 570 d.c.. Este xadrez indiano chamava-se chaturanga e seria anterior ao xadrez persa (chatrang), ao xadrez árabe (shatranj), ao xadrez chinês (xiangqi), ao xadrez japonês (shogi) e a todos os xadrezes. A pesquisa do autor tornou-se uma referência na literatura enxadrística e foi reproduzida exaustivamente [2].



Todos nós acreditamos na versão de Murray. Afinal, o chaturanga era a origem mais provável. Porém, esta teoria foi ficando cada vez mais difícil de sustentar com novas descobertas arqueológicas e com uma análise mais minuciosa das fontes do autor. Na busca de referências para trabalhos científicos, o xadrez indiano a quatro mãos passou a ser citado como uma variante mal-sucedida de um outro jogo ainda mais antigo [3].

De acordo com Yuri Averbakh (1999) [4], a origem do xadrez não pode ser analisada sem o conhecimento adequado da origem de outros jogos de tabuleiros. Por exemplo: egípcios e gregos tiveram os seus jogos de tabuleiros que simulavam corridas. Asthapada era o nome de um antigo jogo de corrida indiano que, assim como o chaturanga, era jogado por quatro pessoas, com dados, em um tabuleiro de 64 casas. A idéia de um xadrez inicial somente com carros de combate é realmente incrível.
Mas, apesar de Jean-Louis Cazaux (2001) [5] e Myron Samsin (2002) [6] proporem o xadrez como um jogo híbrido, o registro da existência de vários jogos de tabuleiros (8×8), em regiões e épocas distintas, com peças representando uma hierarquia e com o mesmo objetivo de deixar a peça principal sem movimento é uma evidência que estes jogos tiveram uma origem comum.



O período árabe do xadrez, cujo nome shatranj permanece até os dias atuais, parece ser o único ponto de convergência entre os antigos e atuais pesquisadores. Ele foi realmente o responsável pela propagação rápida do jogo que acompanhou a cultura mulçumana na expansão do islamismo. Até 1475, o xadrez que jogava-se na Europa era resultado direto desta influência. O grande enigma diz respeito ao seu período ainda mais remoto. Se realmente há registros na literatura antiga persa e chinesa anteriores ao século seis da nossa era sobre um jogo de tabuleiro similar ao xadrez, podemos considerar as seguintes hipóteses formuladas por Cazaux (2001) [7]:

1 – O xadrez nasceu na Pérsia; 
2 – O xadrez nasceu na China; 
3 – O xadrez persa e chinês têm o mesmo ancestral; 
4 – O xadrez persa e o xadrez chinês influenciaram-se mutuamente na sua formação.

Há referências [8] que, ao menos 700 anos antes da era cristã, jogava-se na China um jogo de tabuleiro com pedras que simulava uma guerra. O número de peças podia chegar exatamente a 32 peças. Este jogo tinha o nome de Liubo e é considerado o ancestral do xiangqi, o xadrez chinês.
O jogo do elefante [9] já era jogado na China no século II d.c.. Os movimentos das peças que iniciam nas bordas do tabuleiro, equivalentes à torre, cavalo e bispo [10] do xadrez moderno, são praticamente os mesmos do xadrez chinês. Há também um rei no centro. O que muda é o número de peões: apenas cinco no xiangqi, contra oito do modelo ocidental. Esta mudança é compensada em número de peças por dois conselheiros e dois canhões, somando em ambos os jogos 32 peças.


O tabuleiro chinês é no formato 9×10. Como as peças não são colocadas nas casas e sim nos pontos que separam as casas, a transposição para xadrez moderno equivaleria a um tabuleiro 8×9. Há ainda no xadrez chinês um rio que separa os dois lados como uma fronteira artificial. Se o rio fosse eliminado teríamos o mesmo tabuleiro de 64 casas (8×8). Sloam (1985), em seu artigo “A origem do xadrez” [11], é enfático quando comenta a convenção dos pontos, originária de um outro jogo de tabuleiro, o go:
  
“…quando o xadrez foi da China para a Índia, era jogado num tabuleiro de go de 9×9. Quando os indianos (ou persas ou árabes, quais tenham vindo primeiro), que não sabiam nada de go, viram aquilo, eles simples e naturalmente tiraram as peças dos pontos e puseram nas casas. Assim, um tabuleiro de go de 9×9 tornou-se um tabuleiro de xadrez de 8×8. Contudo, havia ali uma peça a mais, então os indianos simplesmente eliminaram um dos chanceleres. Também acrescentaram três peões, para preencher o espaço vazio em frente. (O xadrez chinês agora só tem cinco peões, mas pode ter tido mais em versões mais antigas do jogo). Dessa forma, é possível que eles tenham convertido o xadrez chinês em xadrez indiano de um só golpe…”
Embora não existam evidências que comprovem todos os argumentos daqueles que hoje acreditam na segunda hipótese, é um fato os registros de um jogo anterior ao chaturanga e ao chatrang em pelo menos três séculos. O xiangqi teria a possibilidade de ter se propagado em outras regiões sujeitas à influência chinesa com as rotas comerciais da seda. As peças de xadrez mais antigas já descobertas foram encontradas nestes caminhos.
  
Neste xadrez de tantas possibilidades, permitiu-se ainda que em julho de 2002 fosse encontrada durante as escavações de um palácio bizantino, no sul da Albânia, uma peça de marfim que seria do ano 465 d.c. [12] (portanto, anterior ao chaturanga). Seria a mais antiga peça já encontrada na Europa, mas há quem acredite não ser uma peça de xadrez e sim apenas uma pequena estatueta decorativa. Antes desta descoberta, peças italianas feitas de osso, datadas do séc. X, em exposição no Museu Arqueológico de Nápoli, pareciam confirmar que o xadrez indiano, persa ou chinês havia demorado mais séculos antes de entrar na Europa medieval.


Notas: 
1 – SLOAM, Sam. The Origin of Chess. 1985. Disponível em:< http://www.samsloan.com/origin.htm>. Acesso em: 29 ago 2002 
2 – Embora o autor tenha este e outros livros reimpressos nas décadas de 50 e 60, suas pesquisas encerram-se em 1917. 
3 – SLOAM, Sam. Op. Cit. 
4 – AVERBAKH, Yuri. To the Question of the Origin of Chess. 1999. Disponível em: < www.netcologne.de/~nc-jostenge/ averba.htm>. Acesso em: 29 ago 2002 
5 – CAZAUX, Jean-Louis. Is Chess a hybrid game?. 2001. Disponível em: < www.netcologne.de/~nc-jostenge/cazaux.htm>. Acesso em: 29 ago 2002 
6 – SAMSIN, Myron J. Pawns and Pieces – Towards the Prehistory of Chess. 2002. Disponível em: < www.netcologne.de/~nc-jostenge/samsin.htm>. Acesso em: 29 ago 2002 
7 – CAZAUX, Jean-Louis. Op. Cit. 
8 – FLEISCHER, R. e ULLAH KHAN, S. Xiangqi and Combinatorial Game Theory. 2002. 



Fonte: Ajax Clube

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

122- Afogadense Sub15 e Sub18



Sub15 (16/01/2010)

Campeão: Anderson Patriota (CNE)
Vice-campeão: Laik Lima (DT)
3ª Colocada: Bianka Alcantara (Monteiro Lobato)

Sub18 (17/01/2010)

Campeão: José Allyson (CNE)

E em fevereiro vem aí o primeiro reality net de xadrez da história: "O Enxadrista"
Inscrições: roma-conteudos@bol.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

121- Vem ai o primeiro reality net da internet enxadristica "O Enxadrista"



"O Enxadrista" será um reality que funcionará com um torneio de xadrez toda segunda no Gamezer onde o primeiro colocado se torna o líder e ganha imunidade e o demais participantes participarão de provas variadas na terça como por exemplo: perguntas sobre temas relacionados ao xadrez e postagens no blog. 2 ou 3 participantes enfrentaram o paredão toda semana em votação pela internet, não perca faça já sua inscrição pelo seguinte email:  roma-conteudos@bol.com.br

120- O lance mais honesto da história do Xadrez



José Raul Capablanca


Hoje em dia a prática de suspender uma partida para continuá-la numa próxima sessão é muito pouco utilizada. Os torneios de xadrez rápido e/ou relampago geralmente concluem todas as rodadas num dia ou no máximo em 2 ou 3 dias. Somente em alguns torneios de longa duração, do tipo todos-contra-todos e em matches pelo título de Campeão Mundial de Xadrez, esta regra é válida e pode ser acionada.
E isto normalmente acontece quando uma partida não chega ao fim depois de decorridos 4 horas de jogo. Neste caso, o “lance secreto” é selado em um envelope que fica em poder do árbitro até o reinicio da partida.
No seu livro “From beginner to expert in 40 lessons” (De iniciante a “expert” em 40 lições) Alexander Kostyev menciona o adiamento da partida entre CAPABLANCA e VIDMAR, em Londres/1922:
“VIDMAR esperou seu oponente com o propósito de abandonar a partida. O tempo foi passando mas CAPABLANCA não aparecia. Olhando para o relógio VIDMAR repentinamente constatou que a seta do seu adversário estava para cair. Não hesitando, o GM iogoslavo apressou-se em direção ao tabuleiro e só teve tempo de inclinar o seu Rei no exato momento em que o árbitro estava por declará-lo vencedor pelo tempo. A imprensa inglesa rotulou a ação de VIDMAR como “o mais belo lance jamais jogado numa partida de xadrez”.
Na verdade, a posição de VIDMAR na partida não estava tão ruim. Pderia até, em condições de jogo, tentar um empate e mesmo a vitória (veja a partida no final do artigo). No entanto, ao invés de vencer pelo tempo, pois o “lance secreto” era seu, abandonou, inclinando o seu Rei.
O que fez com que VIDMAR tomasse essa decisão nos segundos finais do tempo de CAPABLANCA só veio a ser conhecido anos mais tarde, através das MEMÓRIAS deixadas por VIDMAR:
“Quando nós saimos após suspender a partida, eu falei para CAPABLANCA que provavelmente teria que baixar minhas armas logo. Nós falamos em Frances, idioma que ele era tão pouco proficiente quanto eu. Ele assentiu gentilmente e nós nos separamos.
No recomeço da partida, o árbitro abriu o envelope selado, fez o meu lance no tabuleiro e acionou o relógio das Brancas. Um pouco mais tarde sentí alguém tocando o meu braço: “CAPABLANCA ainda não chegou”, disse o árbitro ansioso. “Ele já perdeu bastante tempo”, respondí e passei a observar outras interessantes partidas em andamento. Algum tempo depois, que não sei quanto, sentí a mão do árbitro novamente. Ele estava indiscritivelmente preocupado: “Em um minuto ou no máximo dois, o Campeão Mundial vai exceder no tempo”, disse.
Um opressivo sentimento de inquietação afligiu-me. E se, quando nós conversamos na saída, CAPABLANCA não entendeu o que eu havia dito? E se ele tomou minhas últimas palavras como sendo: “Eu abandono”, escritas no envelope selado? Então, se eu eventualmente ganhasse o 1º lugar no torneio mediante este não entendimento, o seria de uma forma desleal.
Com dificuldades eu forcei passagem através dos espectadores, cheguei na minha mesa e deitei o meu Rei, sem mais delongas. A seta do relógio caiu. CAPABLANCA apareceu, viu meu Rei deitado e sorriu gentilmente para mim.
Nós nunca conversamos a respeito da angústia que passei ou a respeito do perigo em que ele, não intencionalmente, se colocou. Eu preciso admitir que a minha posição não poderia ser salva se a partida fosse retomada.
Eu até esquecí este curioso incidente. Porém, em Nottingham/1936, o Presidente da Federação Britânica de Xadrez apresentou-me como “O HOMEM QUE FEZ O MAIS HONESTO LANCE JAMAIS VISTO NA INGLATERRA”.”
O torneio de Londres/1922 terminou com a vitória de CAPABLANCA com 12 pontos, seguido por ALEKHINE e VIDMAR com 11,5 pontos cada, sendo que o único ponto inteiro perdido por VIDMAR foi justamente o da partida contra CAPABLANCA. Poderia portanto, ter obtido o 1º lugar, não fosse os ditames honestos da sua consciência.
Eis a partida:

Capablanca,J - Vidmar,M [D64]
London 1922 - Round 13

1.d4 d5 2.Cf3 Cf6 3.c4 e6 4.Cc3 Be7 5.Bg5 Cbd7 6.e3 0–0 7.Tc1 c6 8.Dc2dxc4 9.Bxc4 Cd5 10.Bxe7 Dxe7 11.0–0 b6 12.Cxd5 cxd5 13.Bd3 h6 14.Dc7 Db4 15.a3 Da4 16.h3 Cf617.Ce5 Bd7 18.Bc2 Db5 19.a4 Dxb2 20.Cxd7 Tac8 21.Db7 Cxd7 22.Bh7+ Rxh7 23.Txc8 Txc8 24.Dxc8 Cf6 25.Tc1 Db4 26.Dc2+Rg8 27.Dc6 Da3 28.Da8+ Rh7 29.Tc7 Dxa4 30.Txf7 Dd1+ 31.Rh2 Dh5 32.Dxa7 Dg6 33.Tf8 Df5 34.Tf7 Dg6 35.Tb7 Ce4 36.Da2 e5 37.Dxd5 exd4 38.Tb8 Cf6 39.Dxd4 Df5 40.Txb6 Dxf2 41.Dd3+ Rg8 42.Tb8+
Neste ponto VIDMAR teria feito o seu “lance secreto”, o qual não se conhece (seguramente 42….Rf7), porém no último momento mudou para ABANDONO. (1–0)

Fontes: From beginner to expert in 40 lessons - Alexander Kostyev.
Fairest of them all – Larry Evans.
Banco de dados do autor.